Pois é, esse casal poderia ter saído da era dos episódios de Mad Man. Interpretação pessoal, lógico...
Ele, dono de um charme um pouco arrogante de quem cresceu no mundo dos negócios e pode tudo.. Alto loiro, olhos azuis. Não era bonito, mas possuía o poder da sedução.
Aquele misto de imortal, irresistível, poderoso, adquirido pelo sucesso nos negócios unido a uma boa dose de adolescência ainda latente , embora ignorada.
Ela, a mulher por trás do " grande" homem, misto de submissa, insegura, meio leoa, meio Amélia...possessiva com certeza...
Hóspedes habituais de um hotel cheio de glamour , aquele dos filmes, frente pra praia e na cidade maravilhosa.... Não é preciso citar nomes...
Ele, veio a negócios e ela, veio junto; a companheira de sempre.
Conhecidos "habitués" se sentiam em casa, chamavam todo o "staff" pelos nomes, esbanjavam sorrisos e boas gorjeta claro...
E naquela tarde quente, foram para a borda da piscina entre martinis, boas doses de whisky, , risos, conversavam com amigos, faziam novos, o social corria solto.
Ele esbanjava charme, conversava com todos, trocava olhares com as mulheres, e ela ficava atenta a cada movimento , cada piscadela possessivamente atenta...e o ciúmes, regado a martinis, foi aumentando ...
Já de volta ao quarto , ela extrapola seu ciúmes, resolve dar uma de durona e ameaça voltar pra São Paulo...Os carinhos e o deixa disso não a impediram de bater o pé e naquela batalha de egos e num rompante joga as roupas na mala e lá vai cheia de pretensa razão...
Pegou o primeiro voo da ponte aérea , indignada sozinha, brava ...
Aterrissando no aeroporto de Congonhas, depois de um voo de quarenta minutos , a cabeça ganha um pouco de clareza , bate um arrependimento e ao mesmo tempo se dá conta do "perigo " dele sozinho na noite, ao redor da piscina, rodeado por predadoras...
Embarca de novo,voo de volta, carregando na bagagem a insegurança e a ansiedade da espera...mais quarenta minutos no ar... No ar...
O que aconteceu nesse interim. Não me foi revelado......logo deixe sua imaginação preencher esse lapso , a minha correu solta...
Entra no Hotel , com uma marcha de alguém cheia da razão,mas uma voz doce, doce de arrependimento....e sedução...até que....ai , ai, ai...
Sem a chave , procura a camareira , velha conhecida e pede para abrir o quarto, santa inocência.
Os flagrados nem se deram conta de onde vinha o tsunami...aquele furacão que arrastou " Eva" do jardim de Éden, ao corredor coberto de carpete vermelho , da cor do inferno....ela, como veio ao mundo....
O som da fúria invadia o recinto e o furacão sugou os restos do pecado, espalhados pelo quarto e num redemoinho de raiva, fez tudo voar pela janela...que dava para a rua ...
Veio a calmaria, enquanto flutuavam pela janela quase numa câmera lenta, os restos do que antes foram chamados de vestimenta.
Foram pousando um a um no telhado de zinco que protegia a calçada.
Ela observava exausta e a respiração se acalmava. Devagar ele foi chegando...chegando...
No telhado, os porteiros de plantão, já se mobilizavam para recolher as peças .
A sedução; veio através de um abraço e um convite à cumplicidade propondo uma aposta de qual seria a primeira peça a ser recolhida e com uma boa risada, os ânimos se desarmaram.
Quem ganhou não sei se foi a calcinha, o soutien ou a cinta liga...
Só sei que o perdão ganhou espaço, o deixa disso também e a noite acabou com o final feliz dos filmes mais sem o viveram felizes para sempre...
