Acredite: é difícil e triste confessar.
Ainda mais, algo desse porte, dessa grandeza e premeditadamente cometido , envolvendo e criando emoções inesquecíveis. Admito: envolvi muitos inocentes.
Aqui vão os sórdidos detalhes dos quais não guardo remorso.
Ela se encontrava adormecida, sossegada totalmente inerte, vulnerável e há tempos dormia em paz.
Confesso que premeditei friamente, calculando cada passo; não podia perder um segundo, tudo deveria ser cronometrado, o tempo era curto. Confesso também que premeditadamente eu transformaria inocentes em cúmplices.
A ansiedade foi crescendo, crescia a cada dia de espera. Tive palpitações, noites e noites de insônia...peito apertado.
O sol brilhava, era primavera, ela abriu lentamente a porta e eu ataquei sem dó nem piedade ...tudo como o planejado.
Uma avalanche de prazer me invadiu e confesso : bebi cada minuto; meu ser foi totalmente envolvido,sentindo um prazer borbulhante com o calor das emoções que me abraçavam.
Ela lentamente ia perdendo suas forças,enquanto eu me embriagava , bebendo o prazer dos meus cinco sentidos atentos.
Então uma certa tristeza alegre me invadiu quanto senti que ela finalmente ia enfraquecendo perdendo suas forças..
Realizei então que ela era imortal, e que sem ela, não poderia viver, fazia parte da raiz da minha alma.
Num ato de resignação, envolvi ela em carinho e calor; sorrindo a embalei para um descanso merecido e agradeci. Voei então para bem longe. Levando comigo memórias como trofeus.
CONFESSO : TENTEI! TENTEI MATAR TODA A SAUDADE CONFESSO!
Mais ela se recusou a morrer e já recussitou com muita força mandando um recado carinhoso de agradecimento a todos os inocentes cúmplices dessa história. Um muito beijo especial à minha maior cúmplice e mentora!

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